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GESTÃO DEMOCRÁTICA

Ao voltar a interdisciplina de Organização e Gestão da educação no que se refere aos profissionais da educação e o domínio administrativo que as escolas passaram a ter com a descentralização financeira, vemos que houve um significativo avanço, pois podemos ver em muitas redes de ensino, escolas gerenciando, elas mesmas, os recursos de verbas destinadas a qualificação da educação. Com isto vemos que foram ampliada as responsabilidades e atividades das escolas, uma vez que passaram a gerenciar as questões financeiras, conquistando autonomia institucional quanto a este quesito.

Percebe-se que a descentralização financeira representa para a escola maior flexibilidade na gestão, refletindo positivamente no trabalho pedagógico desenvolvido. Além deste aspecto podemos ressaltar uma mudança significativa na forma de gestão que se estabelece a partir desta política, pois com ela abriu-se também um maior espaço para a participação de pais, alunos, funcionários e educadores nas decisões da escola. Este movimento de democratização que vem ganhando espaço no interior das escolas é que destaco como ponto principal para uma mudança na cultura escolar. Acredito que somente com a participação de todos seja possível transformar a triste realidade de social que estamos assistindo hoje, e a escola tem um grande papel nesta mudança, o de garantir uma formação pautada numa educação libertadora e emancipatória, que garanta a constituição de um sujeito livre, crítico e autônomo, capaz de agir e criar uma nova sociedade mais humana, fraterna e igualitária.

Este é ao meu ver o legado da escola, e do professor, e pelo qual trabalho incansavelmente para acontecer !!!

A todos os profissionais da educação minha admiração e carinho pela passagem do “Dia dos Professores”...

Ser Professor é...

Ser Professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou...

Ser Professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias é única e original...

Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e , diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...

Ser Professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor re cuidado...

Ser Professor é ter a capacidade de “sair de cena, sem sair do espetáculo”...

Ser Professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés...

PARABÉNS PELO DIA PROFESSOR!!!


POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO, ELAS EXISTEM?

Escrevendo meu TCC deparei-me com algumas questões:

Existem políticas públicas capazes de dar conta da inclusão tecnológica nas escolas públicas?

A esta pergunta diria, a grosso modo, um sono NÃÃÃÃOOOOO!!!

Mas ao pesquisar sobre o assunto descobri algo que me deixou surpresa e incomodada...

Vi que existe um grande número de projetos e programas que tem como objetivo levar a tecnologia não só para dentro das escolas, mas para dentro das comunidades. É um democratizar o acesso a informação e ao conhecimento utilizando para isto a tecnologia... Só que de fato isto NÃO ACONTECE!!!!

Hoje o que vemos é que estas políticas públicas são superficiais, e não atendem a maioria das escolas... Uma pequena partes são contempladas, e a grande maioria conta com a benevolência de empresas, ONGs, parceiros, enfim, da sociedade civil que apóiam as escolas, já que o Estado não consegue atendê-la, e não a tem como prioridade...

E foi com esta reflexão que voltei ao eixo V, na interdisciplina de Organização e Gestão da educação e encontrei o texto de Peroni, POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE REDEFINIÇÃO DO PAPEL DO ESTADO, que nos aponta que em função da crise do capitalismo, hoje apesar de termos alguns avanços, entre eles, a garantia do “direito à educação, como parte dos direitos sociais, pela democratização da sociedade e a gestão democrática da educação”, vemos que estes direitos se configuram em uma conquista, mas de fato existe uma dificuldade imensa de implementá-los. Visto que muitos só se dão no papel...

Outra questão é quanto à qualidade na educação vemos uma inversão de valores e propósitos, pois o Estado ao invés de construir políticas públicas que garantam a qualificação da educação no País, e aqui entendemos como investimentos, valorização do magistério, estruturação de escolas..., tenta induzir a qualidade a partir de uma avaliação institucional!!! Numa tentativa de encontrar culpados pelo fracasso escolar, colocando nas costas do professor e da escola o peso desta alegação, e em contra partida se exime da responsabilidade enquanto órgão mantenedor do sistema público de ensino.

Segundo Peroni para mudar esta premissa é preciso haver participação, ou seja, “Muito a sociedade lutou para garantir a gestão democrática como princípio constitucional, mas implanta-la é um longo processo que requer diálogo e participação coletiva de todos os envolvidos: pais, alunos, professores, direção colegiada, enfim, a sociedade como um todo, já que os rumos da educação transcendem a um governo, são decisões de Estado, em todas as suas instâncias – escola, conselhos de educação, secretarias municipais e estaduais, Ministério da Educação”.

Portanto, devemos lutar para que os rumos da educação passem pela via dos seus principais atores, a própria sociedade, e não ser regulada por interesses políticos ou particulares na busca de fazer da escola fonte de alienação, acomodação e perpetuação de poder.

É TEMPO DE REPENSAR APRENDIZAGENS !!!

Ao voltar ao "passado", lá no início do PEAD, nos eixos 1, 2 e 3, que fiz em dois semestres apenas, pois entrei na segunda turma, sinto que estes foram cuidadosamente selecionados para nos encantar...
Era o início de um GRANDE DESAFIO, voltar a estudar depois de uma parada de looooongos anos...
E foi marcado de muitas aprendizagens... Afinal todo dia é dia de aprender!!!

Das aprendizagens que destaco como mais significativas nestes eixos, diria que no primeiro foi a que se refere ao "Ser professor". Fomos convidadas a re-pensar nosso papel, sob a luz de Tardif e Paulo Freire, e vimos à grandeza de nossa profissão e o desrespeito com que muitos a veem. Das provocações com que estes autores nos apresentavam, fizeram despertar em mim uma nova consciência, agora mais crítica, dos processos condicionantes que a escola e seus profissionais vieram/vem sofrendo ao longo da história de nosso País. Hoje consigo compreender, mas não aceitar, os caminhos que a educação foi trilhando subjugada a uma ideologia de dominação, de exclusão, de injustiça. O conhecimento é uma “moeda”, e é exatamente por seu poder/valor, que ele foi e é elitizado. Sim, porque hoje, as escolas públicas, carentes de recursos, de profissionais atualizados, pedem socorro, agonizam em meio a cadeiras e classes quebradas, paredes pichadas, e a alunos e professores desmotivados! Enquanto as escolas particulares, que acolhem os filhos dos mais abastados, contam com toda a sorte de recursos, de profissionais altamente qualificados, e com uma estrutura digna de educandos.

Mas hoje consigo perceber este grande “abismo” que separa a escola pública da particular... E ver que estas diferenças tem um sentido e um objetivo, não é uma simples coincidência, ou meramente “falta” de recursos. Dentro desta ideologia dominante, para os pobres resta uma escola sem muitos recursos e profissionais igualmente qualificados, pois a eles não “espera-se” quase nada, apenas continuarem sendo objeto de manipulação e manobra nas mãos daqueles que desejam estar continuamente à frente do poder!

Nesta lógica, passei a entender melhor o porquê da falta de investimentos na educação, na formação e remuneração de professores...

Mas acredito que esta realidade de dominação está mudando, não porque mudaram as forças de dominação, mas porque hoje vemos muitos professores que “despertaram”, que apesar da falta total de recursos, trabalham incansavelmente para que seus alunos tenham uma educação de qualidade, onde a autonomia do pensar e agir, se constitua,m em instrumentos de luta, de desalienação, enfim, lutam para que todos tenham acesso a uma educação, não que aprisiona, mas que liberte, que emancipe, e que transforme! Este é o grande legado de Paulo Freire.

O outro eixo nos fez brincar, voltar a ser criança e a olhar o nosso fazer como fonte de prazer... Mas nos mostrou o quanto à escola pode reproduzir valores capitalistas de dominação, que de nada acrescenta a formação dos sujeitos. Vimos nas interdisciplinas de música, de ludicidade, de artes, o quanto a escola se deixa condicionar por uma sociedade que quer vender a qualquer preço seus produtos, e passa a reproduzir músicas que a mídia nos impõe uma vez que passam a rodar incansavelmente nas rádios; consumir brinquedos porque é da marca de uma celebridade; de propagar a idéia de que a TV é uma importante fonte de cultura, entre outras.

Com isto penso que não aprendi nada que não tenha visto antes, algo novo, mas aprendi a pensar criticamente sobre a realidade e os fatos dos quais estamos envoltos; e desta forma ter o discernimento e a intencionalidade libertadora em meu fazer pedagógico!

REPENSANDO TARDIF


Ao revisitar a interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade: uma abordagem sociocultural e antropológica, no eixo I, tive o prazer de reencontrar Tardif. Este fala com muita clareza e profundidade do ser professor e de seu trabalho docente.

Na escrita de meu TCC venho escrevendo sobre o professor enquanto profissional que necessita estar sempre em constante atualização, e por isso é alvo de muitas críticas em função de dificuldades que muitos encontram neste âmbito.

Tardif, vem nos falar de que muitos questionam a qualidade do trabalho do professor, principalmente a classe política, a mídia e os “intitulados formadores de opiniões”. Mas coloca que para compreender a natureza deste trabalho devemos ultrapassar o sentido simplório da análise, do senso comum, que dizem: o professor não quer atualizar-se; não se preocupa com a qualidade do ensino; a escola é ruim porque os professores são ruins,...E assim, por diante. Tardif coloca que: “(...) o magistério merece ser descrito e interpretado em função das condições, condicionantes e recursos que determinam e circunscrevem a ação cotidiana dos profissionais” (grifo meu).

Reforça também que a Pedagogia “(...) não é uma categoria inocente, uma noção neutra, uma pratica estritamente utilitária: pelo contrario, ela é portadora de questões sociais importantes e ilustra, ao mesmo tempo, as tensões e os problemas de nossa época que se encontram vinculados à escolarização do magistério”.

Pensar no que Tardif nos traz em sua análise, permite que nós passemos a olhar melhor a questão da formação do professor, pois nos damos conta de que a falta de investimento na e para a educação, bem como na formação de professores é algo que está intrínseco no sistema vigente, prova disto é a falta de políticas públicas que venham efetivamente garantir uma educação de qualidade para todos os cidadãos. Portanto, não devemos colocar sob os ombros dos professores toda uma carga de culpa quanto ao nível do ensino, pois ele tanto quanto a população são vítimas de projetos ideológicos partidários, onde os interesses de alguns ecoam mais alto do que os anseios de toda uma sociedade.

Em tempos de eleição só não enxerga quem não quer!

TARDIF, Maurice. O trabalho docente, a pedagogia e o ensino. Cap. 3. p. 112 – 149. In Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2003.

Disponível em: http://www.ufrgs.br/tramse/pead/textos/tardif.rtf acesso em 19/09/10 às 14:23

PENSANDO A MINHA FORMAÇÃO ...

Ao voltar ao segundo semestre percebo a grande importância que a interdisciplina de Tecnologia da Informação e Comunicação teve em minha formação. Voltar a ela possibilitou-me compreender muito do caminho que percorri com o uso das tecnologias em minha vida pessoal e profissional. Foi a partir dos muitos desafios em usar as tecnologias na educação, que atualmente avaliando meu trabalho em minha escola é que compreendo o analfabetismo digital ao qual me encontrava, e o quanto construí novas aprendizagens, o que me dá segurança hoje em dizer que o PEAD foi o marco inicial de minha inclusão digital.

Sabemos que:

“Hoje a tecnologia permite que se tome contato com a realidade indiretamente. A relação do educando com a realidade não se limita mais à sua experiência pessoal e ao que a escola e a família lhe proporcionam, administrando a informação e os modelos de interpretação da realidade. As fontes de informação estão muito mais diversificadas e a escola tem o dever de estimular novas formas de experimentação e criação dos educandos; para que essa função seja cumprida, os professores devem estar capacitados para tal, principalmente quando esse ensino for feito a distância via rede de computadores, porque suas características são diferentes das que estamos habituados no ensino presencial”.[1]

Assim vejo que esta formação tão necessária exige do educador uma nova postura frente a sua profissão, a de buscar atualizar-se, capacitando-se para interagir com uma nova geração de educandos, os nativos da era digital!


[1]http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=11&texto=1533

RELEMBRANDO AS TICS


Quando iniciei minha escrita do TCC, vinha refletindo como realmente se deu o início da inclusão tecnológica no Brasil, e mais precisamente na educação, então ao voltar ao Eixo I na interdisciplina Educação e Tecnologia da Comunicação e Informação, no texto sobre: Informática Educativa no Brasil: Uma História Vivida, Algumas Lições Aprendidas, de Maria Candida Moraes, pude relembrar alguns acontecimentos e datas que marcaram este começo, que diga-se de passagem ,ocorreu a muitos e muitos anos atrás...

Era preciso reportar-se para 1971.

“Nessa época, o Brasil iniciava seus primeiros passos em busca de um caminho próprio para a informatização de sua sociedade, fundamentado na crença de que tecnologia não se compra, mas é criada e construída por pessoas. Buscava-se construir uma base que garantisse uma real capacitação nacional nas atividades de informática, em benefício do desenvolvimento social, político, tecnológico e econômico da sociedade brasileira. Uma capacitação que garantisse autonomia tecnológica, tendo como base a preservação da soberania nacional. (...) Naquela época, já havia um consenso no âmbito da SEI/CSN/PR de que a educação seria o setor mais importante (grifo meu) para construção de uma modernidade aceitável e própria, capaz de articular o avanço científico e tecnológico com o patrimônio cultural da sociedade e promover as interações necessárias.

Mas o que vemos hoje é que em muitas escola brasileiras se quer existe um PC. Analisando o sentido do início de uma inclusão tecnológica, e se pensarmos que a utilização de computadores na educação começou por volta dos anos 70, vemos que esta levou trinta anos para começar a chegar a minha escola. Embora os vários programas do governo para levar tecnologias para dentro das escolas, como por exemplo o Proinfo, que desde 2006 vem equipando a rede pública com laboratórios de informática e softwares, esta medida ainda hoje não alcançou a educação infantil. A inclusão tecnológica desta modalidade de ensino, hoje ainda depende exclusivamente da iniciativa e desdobramentos de seus profissionais que buscam através de doações, mobilizações, festividades, a aquisição de computadores tanto para seu uso quanto para o de seus alunos.

Ainda estamos engatinhando no sentido da inclusao digital realamente acontecer !!!!

Texto consultado: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/material_mec/eixo1/tics_1/texto1_tematica1.html

PENSANDO NO TCC

Escolher um tema único para o TCC não é tarefa fácil...

Vivemos, aprendemos, questinamos, refletimos muito durante o PEAD, e hoje retirar de toda esta história, que foi construída durante todos estes anos, um único assunto é complicado. Mas vamos lá ... Afinal este é o último trabalho que vamos desenvolver ainda como alunas do PEAD.

Confesso que durante o estágio muitas ideias surgiram para o TCC, mas ainda não tenho um tema 100% definido. Porém algo que me fascina é como as novas tecnologias entram dentro da escola e transformam aquele espaço.
Minha escola é exemplo disto, antes de entrar no PEAD não havia a "necessidade" da inclusão tecnológica na parte pedagógica. Hoje o cenário mudou, a escola se abriu e está sempre com inovações tecnologicas, o que a faz diferenciar-se das outras.
Dentro desta perpectiva, penso em analisar como estas tecnologi@as afetaram a escola infantil como instituição, as relações, o fazer pedagógico, enfim, o que ela possibilitou.

Ao iniciar, preliminarmente, a pesquisar bibliográfica sobre tecnologia ligada a educação infantil, pude perceber que a inclusão tecnológica nesta modalidade de ensino, é um tema de certa forma novo em sua abordagem, não há muitos registros e pesquisas sobre o assunto, principalmente no que se refere à instituição propriamente. Isto me motiva ainda mais a buscar levantar evidências das transformações ocorridas neste espaço escolar, oriundas da utilização de tecnologias e da internet em seu cotidiano. Alguns autores como MORAN, LEVY, CORTE REAL, NEVADO, CARVALHO E MENEZES, apresentam diferentes faces do tema educação e tecnologias que poderão servir de aporte teórico para o meu TCC.

Destaco MORAN entre os autores citados, pois este me fez refletir muito sobre qual educação (escola) realmente queremos? E uma de suas ideias diz que:
"(...) a organização escolar precisa ser reinventada para que todos aprendam de modo mais humano, afetivo e ético, integrando os aspectos individual e social, os diversos ritmos, métodos e tecnologias, para ajudarmos a formar cidadãos plenos em todas as dimensões.(http://www.eca.usp.br/prof/moran/)

E é isto, a escola precisa mudar e inovar!!! E é nesta linha que desejo construir o meu TCC !!!